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Mostrando postagens de Maio, 2017

Idiota é quem não participa da política

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A Ágora era o nome que se dava às praças públicas na Grécia Antiga. Nessas praças ocorriam reuniões onde os gregos, principalmente os atenienses, discutiam assuntos ligados à vida da cidade (pólis). A democracia grega não é uma cartilha a ser seguida. É uma semente a ser pensada, plantada e construída coletivamente.  É preciso falar sobre política nesses tempos de individualismo exacerbado, pós-verdade, paralisia decisória frente aos grandes problemas políticos nacionais.
Voltemos à Grécia antiga. Há 2500 anos, os gregos “inventaram” a democracia. Em Atenas, por exemplo, a vida pública interessava a todos os cidadãos e os politikos eram aqueles que se dedicavam ao governo da polis (a cidade), colocando o bem comum acima de seus interesses individuais.
Os gregos entendiam que o idiota era a pessoa que não estava integrada na polis; aquele que não se interessava ou não participava dos assuntos públicos (de grande importância naquela época) e só se ocupava de si próprio. Desta concepção vem…

Temer só se sustenta pela violência

Agora é oficial. O golpista que:
(a) não tem nenhum  apoio popular;
(b) que perdeu o apoio da globo golpista;
(c) que assiste sua base de malfeitores pragmáticos derretendo no congresso;
(d) que começa a perder apoio da justiça da casa grande;
(e) que sabe que sua única tábua de salvação é viabilizando as malfadadas reformas para agradar os donos do mundo (bancos, conglomerados financeiros e empresariais), convocou as Forças Armadas para tentar mais uns suspiros...Ele sabe que só lhe resta usar a violência para continuar no poder.O uso desse expediente filhote da ditadura, chamado "garantia da lei e da ordem" (GLO), só é permitido em casos excepcionalíssimos, como prevê a CF e legislação de 2013. O que ocorreu em Brasília não pode ser enquadrado dentro desse tipo de excepcionalidade, pois a PM do DF tinha todas as condições operacionais para agir dentro da lei, garantindo direitos e inibindo eventuais excessos. Lembremos que em 2013 as manifestações em Brasília foram muito …

Para entender o atual momento político nacional: os donos do mundo, os golpes e o que podemos fazer

Não nos enganemos. Quem manda no mundo ultimamente são as corporações. Os governos são serviçais dos donos do capital.
A partir da crise financeira de 2008 recrudesceu a concentração econômica planetária. Atualmente, 28 grandes grupos financeiros manejam quase dois trilhões de dólares por ano. O balanço desses megaconglomerados financeiros que tem, entre outros, o Goldman Sachs, o JP Morgan Chase, o Bank of America, o Citigroup, o Santander mostra um patrimônio (não produtivo) de 50 trilhões de dólares, sendo que o PIB mundial está na casa dos 75 trilhões. Esses conglomerados detém cerca de 68% do fluxo  mundial do capital.
E como esses conglomerados controlam os governos, a economia, as políticas e as agências multilaterais? Dois exemplos: o orçamento da ONU no biênio 2014-2015 foi composto de 5,5 bilhões de dólares de doações dos estados membros e 14,1 bilhão de orçamentos extrais, leia-se doação de grandes grupos financeiros e empresariais. Quando o FMI, um órgão da ONU, por exemp…

Será que Temer pensa que a Igreja Católica é como um partido de aluguel da sua base política?

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Desde o posicionamento firme da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) contra as reformas trabalhista e previdenciária (e o questionamento assertivo da entidade sobre a legitimidade dos atuais governo e Congresso de processarem tais reformas), há uma investida de Temer e seus emissários para o convencimento de bispos, principalmente do campo mais conservador,  a apoiarem as iniciativas da coalizão política que está no poder.
Recordemos: no fim de março, o Conselho Permanente da CNBB aconselhou e motivou a população a se mobilizar contra as chamadas reformas, principalmente a previdenciária. Em nota, o órgão criticou duramente a proposta (de reforma da Previdência), afirmando que o governo “escolheu o caminho da exclusão social” e que “nenhuma solução para equilibrar um possível déficit pode prescindir de valores ético-sociais e solidários”. E mais, que a reforma tratava a Previdência sob a ótica “estritamente econômica” e o governo utilizava de informações “inseguras, desenco…