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Mostrando postagens de Fevereiro, 2017

A globo, o Fora Temer e a democracia

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Todos sabemos do papel decisivo das organizações globo no processo de ruptura democrática que resultou na assunção da maior quadrilha de saqueadores do erário, desde Cabral, o original.
Como escreveu o professor Wanderley Guilherme dos Santos, “o que fazer com o sistema globo de comunicação é um dos mais difíceis problemas a solucionar pela futura democracia brasileira. A capacidade de fabricar super-heróis fajutos, triturar reputações e transmitir versões selecionadas e transfiguradas do que acontece no mundo, lhe dá um poder intimidante a que se foram submetendo o Executivo, o Legislativo e o Judiciário. A referência aos três poderes constitucionais da República resume a extensão do controle que o Sistema Globo detém e exerce implacavelmente, hoje, sobre toda e qualquer organização ou cidadão brasileiro. ”
De fato, as organizações globo não satisfeitas com o monopólio da pauta dos três poderes, através da imposição de agendas que definem a ação e/ou reação dessas instâncias, resolveu…

BH e o #ForaTemer:

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Um dos principais QG's é a Casa do Jornalista. Histórico local de luta pela democracia, pela liberdade, pela justiça social durante a ditadura. E depois da redemocratização, local de resistência, denúncias e luta de movimentos sociais, populares, eclesiais, artistas, jornalistas e lideranças de grupos vulneráveis.

Neste carnaval, congregam-se lá outros movimentos e lideranças que articulam o maior #CarnavalForaTemer do país. Somente um dos (pelo menos) seis blocos que puxam o #ForaTemer em BH distribuirá mais de um mil adesivos nestes dias de folia.

Circula pelos blocos uma faixa de mais de 50 metros de comprimento e um estandarte de 15 metros, estratégias para dar visibilidade aos grupos e agregar mais apoiadores.

Os organizadores, entre eles o Fórum Brasil Popular, também entregam carimbos com os dizeres “Fora Temer” para “tatuar” os foliões. Estima-se que a campanha “Carnaval BH Fora Temer” distribuirá cerca de 100 mil adesivos até o fim do carnaval. 

No sábado, na Savassi, área de…

Os (des)caminhos da justiça

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Foto: Carol Reis Quando lançou o livro ‘Quem comanda a Segurança Pública no Brasil? Atores, crenças e coalizões que dominam a segurança pública brasileira’, em 2015, Robson Sávio Reis Souza pretendeu estimular o debate sobre o tema, destacando as origens do cenário atual e as necessidades de mudança. A dimensão do empreendimento ilustra o grau de proximidade desse pesquisador com a área, como demonstra sua especialização em Estudos de Criminalidade e Segurança Pública pela Universidade Federal de Minas Gerais e sua participação efetiva como membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Além do amplo conhecimento desse universo, Robson Sávio possui um histórico direto com o contexto APAC (objeto do atual portfólio social do ATOEFEITO): foi o primeiro presidente da unidade de Santa Luzia, no início dos anos 2000. Com base nessa experiência — que contempla ainda o doutorado em Ciências Sociais pela PUC-MG (onde também coordena o Núcleo de Estudos Sociopolíticos | Nesp) e o mestrado em…

ERA UMA VEZ: UM CONTO DE CARNAVAL...

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Abrem-se as cortinas: as festas momescas chegaram... Tempo de devaneios... e de um pouco de ironia também. Como não sou um devoto de Momo, aproveito da ocasião para tratar de fantasias... reais. Num país de faz-de-conta um bando tomou de assalto o poder. Retiraram do trono a rainha-mãe, uma mulher honesta, e entronaram no seu lugar um príncipe-sapo, também conhecido como “bode velho”, porque era casado com uma donzela arranjada. Cercado por uma camarilha de malfeitores, o sapo gostava de “caju”; tinha como animais prediletos um gato “angorá” e um “caranguejo” e como principal estrategista um aprendiz de aviador, apelidado de “mineirinho”. No longínquo reino, inquisidores midiáticos e nos tribunais abençoaram o golpe, regado por dinheiro de empresas que tinham como logomarca uns patos amarelos. Um poderoso tio dos bandoleiros, conhecido como "tio-sam", ajudou (e muito) nas estratégias da empreitada do bando golpista. A corja, com farta representação nos três poderes do reino, ti…

Com instituições em frangalhos, Forças Armadas já praticam intervenção

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A manchete da imprensa para disfarçar a situação real é assim: "ES transfere poder de polícia ao Exército". O que isso significa na prática? Significa que o ES está sob intervenção das Forças Armadas. Não por iniciativa dos militares, registre-se; mas pela incapacidade do governo local em resolver a situação dantesca criada pela quartelada da PM e pela paralisação da PC do estado. Ou seja, quem comanda a segurança pública no estado, nesse momento, não é o governador, nem seu secretário de segurança; é um general (no caso, um general de brigada).
A crise de segurança e governabilidade no ES (fruto da incúria do governo estadual local - que desdenhou as demandas de ordem trabalhista de uma categoria altamente poderosa - e pelo poder discricionário e de chantagem das instituições policiais) é​ somente a ponta de um iceberg do caos no sistema de justiça criminal e, mais especificamente, no sistema de segurança pública (polícias e prisões). Já tratamos disso inúmeras vezes...
Há u…