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Mostrando postagens de 2017

Le Monde e a bofetada na mídia tupiniquim

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Em mais um nocaute na mídia empresarial nativa - que optou pelo discurso único, partidário, odioso e que beira o fascismo -, o jornal Le Monde provou que há uma imprensa democrática, que respeita e valoriza a pluralidade de ideias, opiniões e projetos políticos.
Na sua edição eletrônica, o jornal publicou uma entrevista com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacando na manchete a voz do entrevistado (“Lula diz que está pronto para assumir o poder em 2018”) e não a visão sempre enviesada da mídia tupiniquim que insiste em transformar a opinião publicada em opinião pública, elegendo seletivamente os bodes expiatórios e protegendo a gangue golpista que tomou de assalto o poder em 2016, “com o Supremo, com tudo”.
Aliás, nessa democracia de faz-de-conta à brasileira, de forma ridícula, é a mídia empresarial que tem determinado a pauta da política nacional nos três poderes. Como já escrevemos aqui, o que a mídia publica no final de semana transforma-se automaticamente na agenda i…

A farsa democrática brasileira e o golpe

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Na edição de 2017 do Latinobarômetro, apenas 13% dos brasileiros consultados se declararam satisfeitos com o funcionamento da democracia, último posto num ranking com 18 países. Apenas 1% dos brasileiros acha que o país vive uma "democracia plena" e 97% avaliam que o governo trabalha apenas para atender os interesses de "grupos poderosos".
            Se você acredita em democracia no Brasil é melhor não ler as linhas seguintes. Você verá uma “imagem nua” que poderá macular sua sensibilidade adestrada...
Desde sua origem, na Grécia antiga, a democracia é um sistema de hierarquização do poder arquitetado por atores políticos que têm interesses de classe por esse modelo de governança. (O conceito de classe é aqui utilizado para designar os diferentes grupos sociais, com distintos recursos de acesso ao poder, que compõem uma sociedade).
Como sabemos, nos seus primórdios, há cerca de 2.500 anos, estavam excluídos dos processos decisórios as mulheres, os jovens, os estrang…

Lula líder: breves notas sobre a pesquisa do Datafolha

A pesquisa divulgada neste domingo, 01/10 (depois de um longo período no qual o Datafolha retirou-se estrategicamente do cenário eleitoral - e uma série de outras consultas, solenemente desdenhadas pela mídia-empresarial, apontavam o favoritismo de Lula), demonstram que o ex-presidente consolida seu favoritismo na disputa presidencial, não obstante a guerra travada contra ele pelos prepostos das elites nacionais; leia-se mídia e judiciário.

No jornal impresso - dos que afirmaram que no Brasil houve uma "ditabranda" -, a manchete destaca: os votos em Lula resistem aos "escândalos e condenação". E, sintomaticamente, a manchete no UOL, do grupo Folha, logo "perdeu" destaque nas chamadas do portal na Internet. Como deve ser dolorido para os Frias, seus papagaios de pirata e seus amigos do conglomerado midiático-empresarial noticiarem esses dados! Parece que os Frias, assim como a Globo, insistem em achar que opinião publicada é opinião pública.
Ao que tudo indi…

GOLPE MILITAR: LEMBRAR, RESISTIR E LUTAR

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O mesmo general que conspira agora, com o velhaco discurso anticorrupção (direcionado ao atual des-governo), outrora fez o mesmo, atacando a então presidenta Dilma Rousseff. A época, ao ser questionado sobre o impeachment disse: "a mera substituição da presidente da República não trará mudança significativa no 'status quo'". E que "a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção". Ou seja, o general tem um DNA golpista.
Como todos sabem, depois da pregação do golpe pelo general Mourão, numa loja maçônica de Brasília, o comandante do Exército, Eduardo Villas Boas (um líder moderado dentro do Exército), não o desautorizou. Ao contrário, admitiu, em entrevista a Pedro Bial, a possibilidade de uma “intervenção” militar.
Segundo Villas Boas, a Constituição Federal de 1988 garante "que o Exército se destina à defesa da pátria e das instituições. Essa defesa poderá ocorrer por iniciativa de um dos poderes, ou na iminência de um ca…

Os ultraconservadores, a onda conservadora e o golpe

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Todos sabemos que o golpe de 2016 só foi possível (apesar de inimaginável) porque uma ampla coalização conservadora, antidemocrática, elitista e de mentalidade escravocrata e colonial se rebelou contra a construção de um estado de bem-estar social no Brasil, preconizado na Constituição Federal de 1988 e que avançou com mais intensidade nos governos do PT.
Não foi somente contra o PT, Lula ou Dilma que se empreendeu o golpe. A cruzada contra esses três atores políticos, assim como o discurso anticorrupção funcionam como uma espécie de amálgama a cimentar um amplo setor elitista e conservador que não aceita a construção de uma nação minimamente justa e igualitária.
Esse setor da sociedade tem algumas castas cujos membros, historicamente, sempre se colocaram como detentores dos destinos da Nação. São guetos herméticos que estão presentes em vários segmentos da classe média, além, óbvio, do grupo dos endinheirados que controla o capital e a política no país.
Se, sob o ponto de vista políti…

O discurso hipócrita da corrupção

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Mais uma vez, o discurso da cruzada anticorrupção toma conta do debate nacional. Como escreveu o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, um discurso que é motivado pela “persecução criminal (que) se converteu numa arma de destruição em massa, na ilusão de erradicar a corrupção, como se esta conseguisse ser vencida com o estímulo ao capital ocioso. Mas a mensagem criminalizadora cola, de tanto que é repetida em redes sociais, na televisão, nas rádios e nos periódicos.”
Em artigo anterior, demonstrávamos que o capitalismo no seu formato de rentismo, na atualidade, funciona graças à corrupção generalizada: nada menos de 25% do PIB mundial são remetidos a paraísos fiscais por grandes empresas e instituições financeiras.  Estima-se que a cada ano 18 trilhões de dólares seguem o caminho da sonegação de impostos. No Brasil, a estimativa de evasão fiscal entre 2003 e 2012 foi de 220 bilhões de dólares.
Os conglomerados financeiros, via corrupção, controlam os governos, a economia, as políticas…

Lula e o feitiço que virou contra o feiticeiro

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Há um ditado popular que diz: o feitiço, geralmente, vira contra o feiticeiro.
Faltando um ano para as eleições presidenciais, Lula consolida-se, cada vez mais, como o candidato do povo, para a tristeza de alguns segmentos da esquerda, o ódio dos setores conservadores e elitistas e o desespero da cleptocracia no poder.
Qualquer analista político minimamente honesto, que queira compreender o Brasil como nação, ou seja, pensar os valores relativamente homogêneos e os sentimentos de pertença do povo brasileiro (não das elites que tentam dominar a narrativa acerca da nossa história e cultura), deve considerar o papel desempenhado por Lula nas representações sociais, culturais e valorativas que povoam a alma do brasileiro.
As pesquisas de intenção de votos para presidente dão cerca de 30% para Lula. E o PT tem 20% da preferência do eleitorado. Quase o dobro da soma dos partidos que estão em segundo e terceiros lugares. Concordemos ou não, essa é a realidade no momento.
Quanta notícia ruim para…