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Mostrando postagens de Setembro, 2016

O golpe das corporações

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Infelizmente, parte da inteligência colonizada brasileira não é capaz de perceber que as teorias que têm como fulcro a democracia procedimental não dão conta de explicar certos fenômenos. Por isso, vemos, extasiados, expoentes das ciências sociais afirmarem que não houve golpe “porque as instituições estão funcionando”. Que beleza!
Como já tratamos em outros posts, a extensa coalizão política do golpe é liderada pelos caciques do PMDB e do PSDB. Não sei se nessa ordem. Aliás, na mídia, em 23/09, vimos a seguinte manchete: “PSDB é mais fiel ao governo Temer que PMDB”. Por enquanto, o desmonte das políticas públicas e sociais agrada os neoliberais tucanos, ávidos pelo poder em 2018. Vamos ver até quando esses (ajuntamentos de) interesseiros comerão na mesma panela.
Temos também o núcleo empresarial, encabeçado pela turma do pato amarelo e seus conglomerados associados.
Porém, há outros grupos que têm interesse num estado voltado à manutenção de privilégios de classe e de corporações: amplo…

Cidadania nas ruas e nas redes: criminalização da política X eleições 2016

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O professor Robson Sávio faz um alerta sobre os riscos do discurso da criminalização da política, pois ele pode gerar um afastamento do eleitor, trazendo prejuízos para cada um de nós. 

Ele destaca que cada eleitor precisa estar atento às trajetórias e propostas dos candidatos aos cargos públicos em 2016, observando, acima de tudo, os tipos de  financiamentos feitos nestas campanhas. "Cidadania não é fácil, demanda compromisso diário. Não só nas escolhas  de bons  candidatos, mas no acompanhamento dos eleitos", afirma. 

Robson Sávio  ressalta que não podemos cair na mentira de que 50% de votos nulos e brancos anularão as eleições. Se um único eleitor votar,  ele decidirá  quem serão os representantes, pois o que conta são os votos válidos, independente do número de votos. 

O professor destaca que ideias erradas assim fazem parte da manobra  para afastar as pessoas das decisões políticas e favorecer que as elites dominantes continuem determinando os rumos da política nacional.

Ou…

Somos do bem: podemos tudo!

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Não há nada mais perverso, doentio e perigoso que a mistura entre radicalismo político e radicalismo religioso. O fanático político-religioso não tem limites; não tem ética; não age com a razão. Age por convicção, ou seja, pela crença pervertida que é um porta-voz do bem ou um discípulo de uma causa transcendental. É convicto que tem uma missão a ser cumprida e sendo superior, porque é um enviado de Deus para extirpar o mal da terra, deve salvar o mundo daqueles "eleitos" como sendo os ímpios.
Os fanáticos político-religiosos se congregam em castas herméticas cujo objetivo é criar mecanismos de autoproteção. Só assim, sentem-se seguros e empoderados para cumprir sua missão redentora. Estão convictos: somos do bem; podemos tudo!
É por isso que o fanático político-religioso tem na pregação e na oratória suas principais armas para arrebanhar adeptos. Utiliza-se da propagação do medo para justificar a consolidação de uma seita baseada em discursos de ódio e de vingança. Lembremos …

Entrevista: 'Uma esperança para esperançar-se'

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Devemos ir em busca da justiça e da igualdade, nos unindo para fazermos algo diferente.
Somente numa perspectiva inclusiva é possível projetarmos uma cidade melhor para se viver. Entrevistamos o Cientista Social e professor da PUC Minas, Robson Sávio Reis Souza, que é coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas (Nesp) e conselheiro titular do Conselho Estadual de Direitos Humanos do Estado de Minas Gerais. Na entrevista, que o doutor em Ciências Sociais nos concedeu por escrito, ele aborda o contexto político no qual vivemos e o papel dos cristãos e cristãs nesse processo. O país vive um contexto político muito conturbado, em que as instituições estão fragilizadas e a democracia golpeada. Qual o lugar da esperança, para aqueles que buscam mais justiça social e igualdade? Há que se pensar em várias dimensões. Numa perspectiva individual, e não individualista, a questão é: o que cada um de nós pode fazer para mudar essa realidade? Se não é possível uma transformação estrutu…

Fatiar o impeachment: o velho pacto das elites

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Realmente, o sistema político está apodrecido. E os líderes políticos também.
O processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff foi violentíssimo. Um bando, em sua maioria de corruptos e poderosos, tomou de assalto o poder, pisoteando a Constituição e os princípios mais elementares do jogo democrático: respeito às regras e às deliberações populares.
A coalização golpista, um ajuntamento de interesseiros – que doravante se agafanharão para conseguir seus pleitos no presente e no futuro -, como ocorreu em vários momentos da história nacional (1954 e 1064 estão logo ali), não mediu esforços para alcançar seus objetivos: tirar a fórceps a presidenta, interromper um governo de viés mais popular e tentar, com o golpe e numa só tacada, extirpar o PT. Com a empreitada, objetivou-se também sinalizar à sociedade que os velhos-novos coronéis estão de volta, em nome da “lei e da ordem” (deles).
Mais uma vez o processo político foi determinado pelas nossas elites conservadoras, com forte…

CONJUNTURA DE RISCOS PARA DIREITOS SOCIAIS NO BRASIL APÓS O IMPEACHMENT

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Programa: Mundo Político - TV Assembleia de Minas Gerais Descrição: O professor Robson Sávio Reis Souza faz uma avaliação do cenário político atual, considerando o impeachment e a posse efetiva de Michel Temer. Ele comenta os riscos de perda dos direitos sociais a partir da posse de Michel Temer. Robson contesta a existência de um plano político por parte do grupo político ligado ao presidente interino e vê riscos de embate entre o PMDB, o PSDB, a mídia e os empresários ligados à Fiesp. O professor também comenta a atuação do judiciário e avalia os erros da presidente afastada Dilma Rousseff.
Entrevistado: Robson Sávio Reis Souza, professor e coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas Entrevistadora: Vivian Menezes Produção: Marco Soalheiro FONTE: TV ALMG