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Mostrando postagens de Abril, 2016

Dando nomes aos bois: os atores que movem o impeachment

Fundamentalmente, duas grandes coalizões tocam o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. A primeira é uma coalizão político-parlamentar. Aécio, Cunha e Temer são seus principais líderes. Aécio e Cunha não ganharam as eleições, mas querem governar. Cunha dispensa comentários. Às favas as regras do jogo democrático.
No parlamento, a bancada BBB (Boi, Bala e Bíblia) é o instrumento dessa coalizão para efetivar o golpe. Conforme informou a Agência Pública de Jornalismo, 
em ordem decrescente, votaram pelo impeachment as bancadas da bala (88,24%), empresarial (85,32%), evangélica (83,85%), ruralista (82,93%), da mineração (79,12%) e dos parentes (74,49%), formada por deputados com familiares na política. Nesses grupos, o porcentual de apoio ao impedimento foi superior ao valor registrado na votação de domingo, que resultou em 71,54% das manifestações pelo impeachment se considerados todos os deputados, com 367 votos – o que fez com que o processo seguisse para o Senado Federal. A bancada d…

Agência Pública: Boi, Bala e Bíblia contra Dilma

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"Em ordem decrescente, votaram pelo impeachment as bancadas  da bala (88,24%), empresarial (85,32%), evangélica (83,85%), ruralista (82,93%), da mineração (79,12%) e dos parentes (74,49%), formada por deputados com familiares na política. 
Nesses grupos, o porcentual de apoio ao impedimento foi superior ao valor registrado na votação de domingo, que resultou em 71,54% das manifestações pelo impeachment se considerados todos os deputados, com 367 votos – o que fez com que o processo seguisse para o Senado Federal. A bancada da bola ficou bem próxima desse patamar, uma vez que 71,43% dos seus integrantes votaram “sim”."
Leia a reportagem completa, aqui: 



Fonte: 

10º encontro nacional do Movimento Nacional de Fé e Política aprova documento contra o golpe

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O encontro nacional do Movimento Nacional de Fé e Política reuniu centenas de militantes de movimentos sociais e pastorais no período entre 22 e 24 de abril, em Campina Grande, na Paraíba. 
O Movimento Nacional Fé e Política (MF&P) foi criado em junho de 1989, durante um encontro de pessoas unidas pela fé cristã engajada nas lutas populares, com o objetivo de alimentar a dimensão ética e espiritual que deve animar a atividade política. Deixar-se animar pelo Espírito de vida, é a essência do Movimento Fé e Política, que não propõe diretrizes para ação política dos cristãos, nem se comporta como se fosse uma tendência político-partidária, mas que luta pela superação do capitalismo por meio da construção de um sistema sócio-econômico solidário e respeitoso da vida do Planeta. Ao longo de sua existência o MF&P promoveu encontros de estudo, dias de espiritualidade e publicou quinze Cadernos de Fé e Política. Dez anos após sua criação, atento à nova conjuntura dos movimentos sociais…

Pe. Magno Marciete: Etiqueta, ética e democracia

Em livro conhecido, talvez, de numerosos estudantes de jornalismo, no Brasil, que carrega o título “Sobre Ética e Imprensa”, a introdução diz: “a etiqueta é a pequena ética pela qual se estrutura a gramática dos cerimoniais. Ela pacifica, erguendo-se pelos gestos que representam, ritualizam-se e reafirma as relações sociais de poder: para o rei, os súditos se curvam; do bispo, beija-se o anel; os talheres, sempre de fora para dentro. A etiqueta cria um balé de sorrisos e saudações que celebram a autoridade posta, traduzindo-se numa singular estética da conduta; extrai sua beleza dos meneios em glória da hierarquia e do silêncio sobre o que se esconde nas alcovas. Ela não se pergunta do poder. Ela não inquire – nem deixa inquirir. Não por acaso, a etiqueta era o orgasmo social da aristocracia. Era a reiteração de uma ordem que havia nascido para ser eterna, bem acomodada e imutável” (BUCCI, Eugênio. Sobre Ética e Imprensa. Cia das Letras. São Paulo: 2002, p. 2-10).
         Não…

O VEXAME DA VOTAÇÃO DO IMPEACHMENT NA CÂMARA

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O vexame da votação da admissibilidade do impeachment no último domingo expôs para o mundo inteiro as verdadeiras razões que estão por detrás desse vergonhoso processo inquisitorial à brasileira. Uma vitória de Ali Babá e seu bando. Em nome de “deus e da família”, remetendo-nos a uma triste memória, um show deprimente foi transmitido ao vivo, para o deleite daqueles que transferem suas culpas e pecados como cidadãos, projetando-as em bodes expiatórios. Nunca pensei que um big brother global fosse superado de forma tão grotesca.
Ficou claro que há uma evidente dissociação entre a justiça e o direito, dado que no pedido que originou o processo de impedimento não há crime de responsabilidade, somente a sanha vingativa de um perverso, seguido como manada hipnotizada por um bando de inconsequentes. Assim, assistimos à instalação gradual de um estado ilegítimo (porque a presidente está sendo arrancada à força do poder) e, também, ilegal (porque esse fajuto possível impedimento não tem fulcro…

SOBRE O ESTADO ILEGÍTIMO E ILEGAL E O DIREITO À REBELIÃO

É precisorefletir com calma e serenidade, mas, também, com coragem.  Nesse domingo, 17 de abril, assistimos a um golpe parlamentar. A vitória de Ali Babá e seus 400 ladrões, à brasileira. Em nome de “deus e da família”, remetendo-nos a uma triste memória, um show deprimente transmitido ao vivo. Nunca pensei que um big brother global fosse superado de forma tão grotesca.
Porém, conhecendo o perfil pífio da Câmara, francamente, o resultado não tem nenhuma surpresa!
Quem perdeu foi a nossa frágil democracia, que depois de menos de 30 anos da "redemocratização", teve sua constituição rasgada em público, para o delírio de um grupo minoritário, mas muito poderoso que luta ferozmente pelo retorno de um país de e para poucos. Reveses fazem parte das nossas vidas e das histórias das nações. Não nos acomodemos. Incomodemos!
Não confio numa reversão do golpe parlamentar por parte do Poder Judiciário. Salvo exceções e espasmos, a justiça em nosso país sempre esteve a serviço da casa grand…

PROFESSORES DA PUC MINAS MANIFESTAM-SE EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

Um grupo de professores(as) da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) divulgou, em meados de abril, uma carta aberta intitulada “EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA LEGALIDADE E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO”.
Leia, abaixo, o documento assinado por 258 professores(as) e pesquisadores(as) de diversas áreas, cursos e departamentos da Instituição, e veja os(as) docentes que assinaram o documento.
EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA LEGALIDADE E DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO Comprometidos com a democracia e suas instituições, nós, professores da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, considerando: a)nossa preocupação com o aprofundamento da desestabilização das instituições, que pode colocar em risco o efetivo Estado Democrático de Direito e o respeito aos Poderes constituídos; b)a necessidade da defesa do pleno exercício das instituições responsáveis pelo cumprimento das leis, garantindo o amplo direito de defesa e o direito ao contraditório; c)a necessidade da ação iso…