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Mostrando postagens de Dezembro, 2015

FELIZ 2016!

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2015 vai tarde. Para 2016 há sinais de esperança!

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2015 dá seus últimos suspiros. Foi um ano terrível. Abateu-se em nosso país uma grave crise política, em meio a problemas econômicos, paralisando o Brasil.
A violência, que sempre determinou a “ordem” das relações sociais no Brasil, tornou-se o recurso utilizado em doses cavalares por setores conservadores que tentam reposicionar-se num cenário de disputas reais e simbólicas.  Não nos enganemos: a paz dos túmulos não existe mais. Dito de outra maneira, não haverá justiça social e igualdade no Brasil sem tocar nos privilégios historicamente acumulados. Não é possível alcançar a paz sem perder nada.
Na atual crise política brasileira, alguns elementos são mais ou menos evidentes. Como se não bastassem os limites da democracia representativa, temos poucos e frágeis mecanismos de democracia direta e participativa; uma cultura altamente individualista e pragmática; a criminalização da política pelos segmentos conservadores; a perversidade do mercado eleitoral (via  financiamento das campanha…

Não nos enganemos: segurança só é possível numa sociedade justa

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A violência no Brasil, em especial a criminalidade violenta, cresce assustadoramente há mais de quatro décadas. Mas é preciso esclarecer que os problemas da segurança pública brasileira são reflexos de um legado político autoritário. As bases do sistema público de segurança estão assentadas numa estrutura social historicamente conivente com a violência privada, a desigualdade social, econômica e jurídica e os “déficits de cidadania” de grande parte da população.


Nas últimas décadas, a violência passou a se constituir em um grande obstáculo ao exercício dos direitos de cidadania. Resultado: com medo e não confiando nas instituições encarregadas da implementação e execução de políticas de segurança, percebe-se uma evidente diminuição da coesão social, a criminalização da pobreza, a desconfiança generalizada entre as pessoas e a ampliação de um mercado paralelo de segurança privada.
Mas, quais os principais desafios para o combate à criminalidade? Seriam necessárias medidas em distintas ár…

Feliz Natal para TODOS(AS) OS(AS) BRASILEIROS(AS)!

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PARA TODOS aqueles e aquelas que não têm medo do fascismo e do egoísmo narcisista de poucos privilegiados;
que lutam por um Brasil mais justo e igualitário;
que enfrentam de peito aberto a sanha dos segregacionistas;
que disputam com aqueles(as) fixados no retrovisor, a insistirem num país DE e PARA POUCOS...
PARA TODOS(AS) QUE SABEM QUE A PAZ É FRUTO DA JUSTIÇA,

um feliz Natal e um 2016 cheio de energia, paz e muito axé, solidários e embalados(as) pela canção de Chico Buarque:

O melhor livro sobre segurança pública com 50% desconto

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Comentário do ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, professor Ricardo Brisolla Balestreri: 

O melhor, mais completo e mais bem informado livro sobre a história recente da segurança pública no Brasil.



Comentário do ex-Secretário Nacional de Segurança Pública, professor Luiz Eduardo Soares: 

Desde logo, trata-se do primeiro estudo dedicado à política nacional de segurança pública, no Brasil democrático, isto é, pós-promulgação da Constituição federal de 1988 (…). A análise é riquíssima porque mapeia perspectivas, disposições, sensibilidades, conceitos e projetos, que estão longe de esgotarem-se em planos de governo ou programas de políticas públicas de órgãos específicos. 
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ÁUDIO: Cidadania nas Ruas e nas Redes - os jovens e os crimes

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O alto índice de assassinatos no Brasil, 60 mil por ano, é o tema do programa apresentado pelo professor Robson Sávio que faz uma profunda reflexão sobre causas e caminhos que precisam ser feitos em busca de solução. 




Ele ressalta que o jovem é a maior vítima, especialmente o jovem negro.  Além de assassinatos, relacionados com a disponibilidade de armas e com o tráfico de drogas, cresce também outros tipos de violências como acidentes de trânsito e suicídio. 

As políticas públicas  precisam olhar para os jovens como os mais necessitados de atenção, pois são as principais vítimas.

Ouça o áudio do comentário, diretamente no link da Rádio Sinpro Minas, clicando AQUI >>>

UMA TRÉGUA NO FINAL DO ANO

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A votação sobre o rito do impeachment no Supremo Tribunal Federal e o início das férias parlamentares possibilitarão uma suspensão temporária das hostilidades que, certamente, voltarão à tona no próximo ano com as eleições municipais. A curto prazo sou pessimista; a longo prazo penso que o atual momento propiciará o amadurecimento da democracia. Essa senhora que, francamente, não dá mais conta de resolver os dilemas de uma sociedade ainda desigual, injusta e violenta. Na melhor das hipóteses, nossa democracia tem que ser reinventada se quiser sobreviver... Mas, isso é outra história!

Na sessão do Supremo  ficou claro que os gritos pueris, raivosos e frustrados de Dias Toffoli e Gilmar Mendes não foram suficientes para intimidar a Corte. O ministro Barroso, de forma gentil e firme, proferiu um voto memorável. Mostrou que a Suprema Corte, numa democracia, é guardiã da Constituição e não dos interesses privados, autoritários e casuísmos.
A incoerência explícita de Fachin, antes um defensor…

Não vai ter golpe: movimentos sociais não se amesquinham e ocupam as ruas

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16 de dezembro de 2015. Foi lindo! Cerca de 20 mil pessoas pelas ruas de BH numa manifestação alegre, pacífica e cheia de esperança. Todos numa só voz; num só desejo: a luta pela democracia e contra as tentativas golpistas orquestradas por segmentos da elite socioeconômica.


Organizada pela Frente Brasil Popular, a manifestação foi um protesto retumbante contra a tentativa de derrubar Dilma, pelo afastamento imediato de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e contra o ajuste fiscal do atual governo, que penaliza os(as) trabalhadores(as).



É claro que a mídia protofascista desdenhou da imensa mobilização que ocorreu, simultaneamente, em 20 capitais e noutras cidades; não deu manchete; não teve flashes a cada 10 minutos... 


Mas, o que esperar dessa imprensa porca, podre e corrupta e seus mentores? Do PARTIDO DA IMPRENSA GOLPISTA, que apoia e promove o golpe... 
O fato é que dezenas de movimentos sociais, sindicados, movimentos estudantis e eclesiais estavam presentes e seus militantes cheios…

Vladimir Safatle: “O Estado Oligárquico de Direito”

Artigo do filósofo e professor da USP Vladimir Safatle, publicado originalmente na edição desta sexta-feira (11/12) da Folha de São Paulo.Neste exato momento, a população brasileira vê, atônita, a preparação de um golpe de estado tosco, primário e farsesco. Alguém poderia contar a história da seguinte forma: em uma república da América Latina, o vice-presidente, uma figura acostumada às sombras dos bastidores, conspira abertamente para tomar o cargo da presidente a fim de montar um novo governo com próceres da oposição que há mais de uma década não conseguem ganhar uma eleição. Como tais luminares oposicionistas da administração pública se veem como dotados de um direito divino e eterno de governar as terras da nossa república, para eles, “ganhar eleições” é um expediente desnecessário e supérfluo. O vice tem como seu maior aliado o presidente da Câmara: um chantagista barato acostumado, quando pego em suas mentiras e casos de corrupção, a contar histórias grotescas de fortunas feitas …

MANIFESTO EM DEFESA DAS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS 08/12/2015

Sob a liderança de Leonardo Boff e juntamente com dezenas de intelectuais, militantes sociais de renome, artistas, educadores, jornalistas, escritores, entre outros, assinei este manifesto em defesa da democracia e contra o golpe. 

Vamos divulgá-lo amplamente.
Liderado pelo teólogo,filósofo e escritor brasileiro Leonardo Boff, está circulando entre artistas e intelectuais o Manifesto em Defesa das Instituições Democráticas. O texto defende a legalidade das instituições democráticas e a cassação de Eduardo Cunha por este ter perdido a e legitimidade necessária para presidir a Câmara dos Deputados. O documento apela aos parlamentares, ao Ministério Público e ao Supremo Tribunal Federal uma atuação corajosa para manutenção do Estado de Direito. 
Até o momento, o Manifesto já conta com a adesão de nomes de destaque, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, o sociólogo e professor Emir Sader, os atores Paulo Betti, Sérgio Mamberti, Dira Paes, Chico Diaz e Cristina Pereira, o escr…