Postagens

GOLPE MILITAR: LEMBRAR, RESISTIR E LUTAR

Imagem
O mesmo general que conspira agora, com o velhaco discurso anticorrupção (direcionado ao atual des-governo), outrora fez o mesmo, atacando a então presidenta Dilma Rousseff. A época, ao ser questionado sobre o impeachment disse: "a mera substituição da presidente da República não trará mudança significativa no 'status quo'". E que "a vantagem da mudança seria o descarte da incompetência, má gestão e corrupção". Ou seja, o general tem um DNA golpista.
Como todos sabem, depois da pregação do golpe pelo general Mourão, numa loja maçônica de Brasília, o comandante do Exército, Eduardo Villas Boas (um líder moderado dentro do Exército), não o desautorizou. Ao contrário, admitiu, em entrevista a Pedro Bial, a possibilidade de uma “intervenção” militar.
Segundo Villas Boas, a Constituição Federal de 1988 garante "que o Exército se destina à defesa da pátria e das instituições. Essa defesa poderá ocorrer por iniciativa de um dos poderes, ou na iminência de um ca…

Os ultraconservadores, a onda conservadora e o golpe

Imagem
Todos sabemos que o golpe de 2016 só foi possível (apesar de inimaginável) porque uma ampla coalização conservadora, antidemocrática, elitista e de mentalidade escravocrata e colonial se rebelou contra a construção de um estado de bem-estar social no Brasil, preconizado na Constituição Federal de 1988 e que avançou com mais intensidade nos governos do PT.
Não foi somente contra o PT, Lula ou Dilma que se empreendeu o golpe. A cruzada contra esses três atores políticos, assim como o discurso anticorrupção funcionam como uma espécie de amálgama a cimentar um amplo setor elitista e conservador que não aceita a construção de uma nação minimamente justa e igualitária.
Esse setor da sociedade tem algumas castas cujos membros, historicamente, sempre se colocaram como detentores dos destinos da Nação. São guetos herméticos que estão presentes em vários segmentos da classe média, além, óbvio, do grupo dos endinheirados que controla o capital e a política no país.
Se, sob o ponto de vista políti…

O discurso hipócrita da corrupção

Imagem
Mais uma vez, o discurso da cruzada anticorrupção toma conta do debate nacional. Como escreveu o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, um discurso que é motivado pela “persecução criminal (que) se converteu numa arma de destruição em massa, na ilusão de erradicar a corrupção, como se esta conseguisse ser vencida com o estímulo ao capital ocioso. Mas a mensagem criminalizadora cola, de tanto que é repetida em redes sociais, na televisão, nas rádios e nos periódicos.”
Em artigo anterior, demonstrávamos que o capitalismo no seu formato de rentismo, na atualidade, funciona graças à corrupção generalizada: nada menos de 25% do PIB mundial são remetidos a paraísos fiscais por grandes empresas e instituições financeiras.  Estima-se que a cada ano 18 trilhões de dólares seguem o caminho da sonegação de impostos. No Brasil, a estimativa de evasão fiscal entre 2003 e 2012 foi de 220 bilhões de dólares.
Os conglomerados financeiros, via corrupção, controlam os governos, a economia, as políticas…

Lula e o feitiço que virou contra o feiticeiro

Imagem
Há um ditado popular que diz: o feitiço, geralmente, vira contra o feiticeiro.
Faltando um ano para as eleições presidenciais, Lula consolida-se, cada vez mais, como o candidato do povo, para a tristeza de alguns segmentos da esquerda, o ódio dos setores conservadores e elitistas e o desespero da cleptocracia no poder.
Qualquer analista político minimamente honesto, que queira compreender o Brasil como nação, ou seja, pensar os valores relativamente homogêneos e os sentimentos de pertença do povo brasileiro (não das elites que tentam dominar a narrativa acerca da nossa história e cultura), deve considerar o papel desempenhado por Lula nas representações sociais, culturais e valorativas que povoam a alma do brasileiro.
As pesquisas de intenção de votos para presidente dão cerca de 30% para Lula. E o PT tem 20% da preferência do eleitorado. Quase o dobro da soma dos partidos que estão em segundo e terceiros lugares. Concordemos ou não, essa é a realidade no momento.
Quanta notícia ruim para…

Brasil para os brasileiros: a hora é de união!

Imagem
Falta praticamente um ano para as eleições de 2018. Tão ou mais importante que as eleições que marcaram o processo de redemocratização do Brasil - haja vista a violência à ordem democrática e constitucional advindas com e depois do golpe de 2016 -, as próximas eleições serão cruciais para a reversão das ações golpistas em curso, caracterizadas pelo desmonte do Estado e das políticas sociais, pilhagem do patrimônio público e submissão do país aos interesses do rentismo internacional, no plano econômico, e dos Estados Unidos, no plano geopolítico.
A extensa coalizão que montou e executou o golpe tem dado alguns sinais de fraturas. Mas, não nos enganemos. O grupo tem, pelo menos, um denominador comum: inviabilizar, a qualquer custo, uma candidatura que ameace os interesses dos atores que tomaram de assalto o poder. Em outras palavras, extirpar qualquer pretensão do campo popular-democrático e progressista que apresente uma viabilidade eleitoral.
Além das manobras executadas por Temer, Aéci…

Uma cleptocracia cruel, covarde e assassina

Imagem
Que o Brasil é comandado por uma coalizão de ladrões não há dúvidas. Além do bando que tomou de assalto o Executivo, observa-se também um Parlamento majoritariamente formado por larápios; outros tantos estão no Judiciário – que por omissão, ação ou conivência respaldam e dão suporte à empreitada golpista.


Mas, por que estamos sob o domínio de uma cleptocracia? Porque somos dirigidos por “um tipo de governo no qual as decisões são tomadas com extrema parcialidade, indo totalmente ao encontro de interesses pessoais dos detentores do poder político. Assim, a riqueza é extraída de toda a população e destinada a um grupo específico de indivíduos detentores de poder. Muitas vezes são criados programas, leis e projetos sem nenhuma lógica ou viabilidade, que no fundo, possuem a função de beneficiar certos indivíduos ou simplesmente desviar a verba pública para os bolsos dos governantes.”
Além de manipular criminosamente o erário e o patrimônio nacional, os golpistas roubam também os direitos (c…

Um recado à latrocracia tupiniquim

Imagem
Depois da votação da Câmara dos Deputados no último dia 02/08, ficou claro para os brasileiros que estamos submetidos a uma latrocracia; ou seja, um governo de ladrões. Ou, cleptocracia, se preferirem essa expressão.
Os recursos do erário são manipulados criminosamente à luz do dia para comprar gângsters (que definitivamente não representam os clamores e os interesses do povo) – como vimos nas cenas grotescas a explicitarem a corrupção passiva dentro do Congresso -, visando a manutenção no poder do síndico sem votos.  Tanta vilania, urdida com estratégias das mais perversas, corruptas e violentas sem temor, nem pudor.
Observamos que na cleptocracia tupiniquim, além do erário, também são furtados desavergonhadamente:
(a)Os direitos trabalhistas e previdenciários (duramente conquistados em 1988), à medida que se promove uma minirreforma constitucional sem delegação popular para esse fim, a atender exclusivamente expectativas dos ricos e dos poderosos;
(b)As riquezas minerais e naturais do p…